Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

Título? Bem... AHAHAHAH.

E porque eu gosto de variar... Dou-vos a conhecer um pouco da minha infantilidade e humor através da escrita. Uma pequena história feita por mim, com a ajuda de uma amiga minha (http://c_athy.blogs.sapo.pt), durante uma aula de português, há já algum tempo. Tinha acabado de ler o livro O Perfume, por isso tem algumas parecências a nível das descrições. Hope you enjoy it!

 

OVERDOSE

O Scary Movie dos tempos antigos…

 

 

 

            Esta história não é comum. Caro leitor, esta história é tudo menos comum.

         Situemo-nos no tempo: corre o ano de 1519. Algures numa cidade esquecida no tempo na lúgubre e sinistra Pensilvânia ocorrem macabros assassínios que fazem os amargurados habitantes refugiarem-se no fétido interior das suas pobres habitações. Só um ou outro vagabundo excomungado se atreve a aventurar-se na sombria noite, senhora dos pesadelos, que engole as ruas com o seu manto frio e tenebroso, incutindo no ar um sentimento de morte. O cheiro a excrementos, cebola frita e suor humano pairam no ar, envolvendo as ruas numa neblina de um fedor insuportável, característico das cidades neste século.

         Um movimento sub-reptício alerta um gato vadio que por ali deambula. De repente, emergindo das sombras de um beco nauseabundo, um grito desesperado e de profundo horror irrompe no ar, ao mesmo tempo que um arrepio súbito invade a população. Todos se refugiam nos seus quartos, onde nem o pesado cheiro a fezes e a mofo os repelem para o exterior. Não até irromperem os primeiros raios de sol.

 

         Manhã límpida, envolta numa eterna fina camada de nevoeiro.

         A cidade fervilha com a habitual actividade diurna, até tudo estacar quando um rapazinho repara num vulto imerso nas sombras. Junta-se ali um aglomerado, deparando-se com uma forma de um corpo humano inerte e solitário. O cadáver de uma bela jovem jaz na pedra fria, perdida na sua morte prematura e injusta, o seu corpo belo e resplandecente violado por uma feroz dentada no delicado pescoço, de onde brotara, durante a noite, um fio de sangue que contrasta com a palidez leitosa da sua pele. Todos os habitantes, tomados de um misto de sentimentos de raiva e abandono, gritam em uníssono:

         - NÃOOOOOOOOOOO! Maldito sejas, Lúcifer!

         - L-L-Levaram a pura e s-s-singela filha do nosso honrado p-p-pastor… – soluça uma mulher idosa, deixando-se cair na húmida e imunda pedra da calçada.

         Os habitantes buscam então uma solução para aquele que é apenas mais um dos vários assassínios impiedosos e cruéis, que fustigam a cidade pecaminosa. Decidem então sacrificar uma, aparentemente, doce donzela, filha de uma meretriz, para atrair aquele demónio ceifador de vidas, vil, vindo das profundezas do inferno. A mãe acede, primeiro relutante, depois conformada, quanto ao sacrifício da sua filha, já que não lhe convém negar favores à comunidade, donde provêm os seus clientes.

 

         Noite. Os passos apressados da pequena aprendiz de rameira ecoam nas ruas desertas e envoltas em trevas. A jovem, ainda desconhecedora do destino que lhe fora imposto pela população da cidade, caminha, amedrontada e receosa, transportando, a pedido da mãe, um recado a entregar ao barman da taverna mais escura e pestilenta das redondezas. Sabrina, assim se chama, estaca subitamente, ao sentir um ligeiro movimento no ar atrás de si. Roda sobre si mesma e os seus olhos inundados de medo profundo reflectem o pálido e medonho rosto do seu seguidor. A sua boca com um ligeiro lábio leporino contorce-se num esgar de pura satisfação e maldade. Os seus olhos vermelhos faíscam, dando a ilusão de se tratarem de pedaços de fogo incandescente expelidos da boca do inferno. O seu longo e curvo nariz coberto de chagas repletas de pus e coroado no topo com uma escura penugem oleosa, que une as duas sobrancelhas, causam nela um profundo horror, aversão e nojo.

         - Deus me salve! Mas que ser horripilante sois vós, seu monstro!

         - Vossa senhoria ofende a minha graça! revolta-se o vampírico ser. Depois, assumindo um ar pomposo discursa, – fique sabendo, madame, aqui o ilustre Lorde Encefálico Picatxu Camisa, descendente de várias gerações vampíricas, cujo nobilíssimo fundador desta linhagem pura e malévola (o meu profundamente amado Conde Drácula) tinha como nobre objectivo corromper a morada térrea de jovens donzelas que se aventuravam na escura noite do pecado carnal, libertá-la-ei dessa sua misérrima prisão que a impede de alcançar a Visão. Então pois, minha estimada senhorita, irei de seguida prestar-lhe o maior favor da sua insípida e insignificante vida.

         A rameirinha recua assustada, com uma expressão de pavor estampada no seu harmonioso rosto, enquanto que o vampiro continua o seu discurso.

         - Bem, decorridas as formalidades, passemos ao que interessa. Como estou prestes a retirar-lhe a chama da vida, parece-me de bom tom que me trate de uma maneira mais pessoal. Como os amigos me chamam, por favor, Camisinha de Mercúrio a seu dispor!

         A rapariga, retomando o seu sangue-frio e munindo-se de coragem excepcional, aplica-lhe um surpreendente golpe de karaté, acertando no maxilar borbulhento da criatura das trevas.

         - O golpe da avestruz!

         - QUE DEGREDO! Credo, cruzes invertidas canhoto! Como se atreve, grosseira dama, a violar a integridade física de um cavalheiro tão eloquente?! Aberração, aborto, abominação!

         - Ou se afasta ou lhe aplico o golpe do tigre azul! – a rapariga efectua um complicado malabarismo com as mãos.

         - Ahahah! – ri-se o Lorde, de maneira pomposa e aristocrática. – Que formosura, que encanto! Deixe à vista mas é o pescocinho, para eu dar uma dentadinha! Diga-me, tomou banho? Gosto dum bom pescoço luzidio!

         Sabrina tira o crucifixo de prata que traz ao pescoço e grita desesperada:

         - Vai-te Satanás pelo recto!

         - Prata de segunda mão?! Minha estimada portadora de glóbulos vermelhos, cruzes de pecadores não me afectam! Roubou isso do bordel de sua santa mãe?

         A jovem, apavorada, deixa tombar o crucifixo que cai no chão de pedra com estrépito. O vampiresco ser aproxima-se, com a sua juba desgrenhada a esvoaçar e o seu sorriso guloso a deixar intervir um dente de ouro que reluz ao luar. As suas garras fincam-se nos braços de Sabrina e, sem hesitar, enterra os seus longos caninos demoníacos no pescoço nu da pequena meretriz.

         Os olhos da rapariga vão-se esvaindo de qualquer vida com o decorrer dos segundos, enquanto o vampiro suga todo o seu sangue, lentamente, extasiando-se com o prazer que lhe confere.

         Subitamente, Lorde Camisa larga a sua vítima, atirando o seu corpo flácido e sem vida para a escuridão da rua, enquanto dá soluços aparatosos e convulsões o atingem. O aristocrático vampiro solta um último suspiro efeminado e deixa-se cair no lamacento solo, um suave halo de pó a cercar o seu corpo inerte e os seus olhos vítreos. Derrotado, por fim. Não pelos golpes de karaté da sua última presa, mas por uma overdose de sangue. Vindos de recantos escuros e escondidos, caem sobre o falecido demónio todos os habitantes das redondezas, batendo-lhe violentamente com os punhos, paus e ferros em brasa.

         Termina assim, pois, a onda temível dos assassinatos numa cidade remota em território da Pensilvânia.

         Esta foi a história de Lorde Encefálico Picatxu Camisa, “paz” à sua “alma”.

 

 

 

Bem, ridículo, eu sei, mas proporcionou umas boas gargalhadas entre as minhas amigas. Fizemos uma dramatização, Cátia personificando o vampiro amaricado e eu a jovem Sabrina. Ana, Ayeska e Sara, a população. E é assim que nos divertimos

 

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I feel...: weeeeeeell
música: a minha voooooz

Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007

Um pequeno tributo...

 

      Tal como considero os livros os meus companheiros, a música é também uma amiga que me acompanha diariamente. O que oiço? Metal, punk, pop, rock, old rock e uma ou outra de outros estilos musicais. O estilo de música que mais aprecio? Old rock, sem dúvida. A melhor música que conheço provém de bandas como Metallica, Nirvana, Guns n' roses, Pink Floyd, Deff Leppard, Dire Straits, Scorpions, the Doors. Êxitos que ainda agora são as músicas preferidas de muitas faixas etárias.

       Sinto um arrepio cada vez que oiço "Knockin' on heaven's door" (Guns); berro a plenos pulmões quando oiço "Wind of change" (Scorpions) e "Smells like teen spirit" (Nirvana); apetece-me dançar quando oiço "Five to one" (the Doors); toco na guitarra "Hysteria" (Deff Lepard) e "wish you where here" (Pink Floyd) com verdadeiro sentimento, deliro com os solos das guitarras, principalmente da música "Sultans of Swing" (Dire Straits). 

       Não as conhecem? Conhecem e já têm saudades de as ouvir? http://www.radioblogclub.com/ visitem o site e escrevam lá o nome das músicas, desfrutem! 

 

 

     Às vezes invejo aqueles que assistiram a concertos inesquecíveis destas bandas, a energia que se deveria concentrar num só lugar, entre milhares de pessoas. A música destes homens movia multidões, milhares de fãs seguiam-nos para todos os festivais. 

 

 

        Bem, peço desculpa àqueles que não gostam de old rock e tiveram que aguentar com um post direccionado nesse sentido, ou àqueles que simplesmente não gostam de música em geral. 

 

 

 

(o vídeo que retirei do youtube não tem a música completa, a melhor parte - o solo - não aparece. Mas a música está mesmo aí, no lado direito, basta clicarem e ouvirem, que mete "pica")

I feel...: OH YEAH!
música: adivinhem :p (sultans of swing)

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